A campanha do ataque: Riedel leva vantagem onde os adversários ainda engatinham

A corrida pelo Governo de Mato Grosso do Sul começa a revelar uma diferença que vai muito além das pesquisas e dos discursos de ocasião. Enquanto candidatos sem experiência no Executivo parecem encontrar mais facilidade para atacar adversários do que para apresentar propostas concretas, o eleitor ainda espera respostas objetivas sobre como cada um pretende administrar o Estado, enfrentar seus problemas e manter os avanços já conquistados.

O excesso de ataques pode até produzir manchetes e alimentar as redes sociais, mas dificilmente substitui um projeto de governo. Quem pretende comandar uma máquina pública precisa mostrar conhecimento sobre orçamento, saúde, educação, segurança, infraestrutura, agronegócio, geração de empregos e equilíbrio fiscal. E, sobretudo, precisa explicar ao eleitor como pretende transformar promessas em ações.

Nesse cenário, o governador Eduardo Riedel larga em vantagem por uma razão que seus adversários não conseguem esconder: experiência administrativa. À frente do Executivo, ele já enfrentou problemas reais, tomou decisões, administrou recursos públicos e precisou apresentar resultados. É uma diferença importante entre quem fala sobre governar e quem já está governando.

Os demais candidatos, muitos ainda sem experiência direta na administração do Estado, parecem apostar cada vez mais na crítica ao adversário como estratégia eleitoral. O problema é que o eleitor pode até prestar atenção no ataque, mas, na hora de decidir, tende a querer saber algo muito mais simples: o que cada candidato fará de diferente e como pretende fazer.

Enquanto a campanha se transforma em palco de acusações, Riedel surfa à frente justamente por ocupar um terreno que seus concorrentes ainda precisam conquistar: o da experiência comprovada no Executivo. Para tirá-lo dessa posição, não bastará aumentar o tom dos ataques. Será preciso apresentar propostas, demonstrar preparo e convencer o eleitor de que existe, além da crítica, um projeto capaz de administrar Mato Grosso do Sul.